Arquivo mensal: dezembro 2013

Como o velho marinheiro

Não só pra mim, mas pra tantos amigos o ano foi implacável. Mas, vamos confiar na sabedoria dos entendidos, é no caos que a gente renasce. Por ora, ainda com esforço, vou focar no que foi bom… E, enquanto as águas não serenam, faço “como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar…”

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Segunda chamada

O Instituto da Criança marcou e deixou ótimas lembranças, mas como o nome diz é a escola dos pequenos. Foi preciso pensar em uma outra opção para a continuação da vida escolar, que não acaba nunca. Eu, com três décadas a mais que meu filho,vivo às voltas com os testes da carreira acadêmica. Pois bem, a escola foi escolhida e era  uma boa opção por ser próxima de casa, ter uma tia como professora da instituição, primos e amigos estudando lá. Mas, no meio do caminho tinha uma pedra e no primeiro teste não foi possível entrar.Uma das perguntas mais difíceis de responder ao meu filho foi esta: “Por que meu nome não apareceu na lista de aprovados?”.  Na teoria parece tão simples explicar que às vezes se ganha,às vezes se perde, mas na prática…Enfim, foram meses de muita frustração e expectativa até um novo teste fosse reaberto. No dia  anterior a angústia era tão grande que tive vontade de dizer a ele: “Não vá fazer a prova, vamos encerrar esse assunto, não existe só uma escola na cidade, etc, etc, etc”. Mas engoli  toda a minha vã filosofia e o encorajei a tentar. A vida é feita de testes e eles começam cedo. Concluído o segundo teste veio a boa notícia que a gente esperava: aprovado e com louvor! Daí que fiquei aqui lembrando da minha aprovação no vestibular. Como meu filho, meu nome não apareceu na lista, e eu me perguntava, “cadê o meu nome?”. Descobri que meu nome estava na segunda chamada, eu era a terceira excedente. Como meu  filho, não passei de primeira, mas passado um tempo estava lá no tão desejado curso de jornalismo. Eta vida que repete os enredos, mas muda os protagonistas. As vezes nem somos escalados de primeira, estamos lá segunda chamada…

Paixão futebolística

O Atlético Mineiro está em campo, disputando o Mundial Interclubes. Em um ano em que os times mineiros fizeram bonito, Atlético, campeão da Libertadores, e Cruzeiro, campeão brasileiro, a partida revela quão apaixonado são os torcedores daqui. Na festa do trabalho, um telão com transmissão do jogo dividiu a atenção dos convidados. Metade do salão ficou parado assistindo ao jogo, ignorando o show que animava o restante do público. Chego em casa e nenhum dos três atleticanos que estão assistindo ao jogo abrem a porta pra mim, que sou cruzeirense. Fico alguns longos minutos tocando a campainha sem que ninguém se anime a me deixar entrar. Não fosse a benevolência de um deles, acho que teria que dormir no corredor. E seria assim também comigo, caso fosse o Cruzeiro na decisão. A vida gira, mas a paixão pelos clubes cria raízes, não muda nunca!

Te lembra o quê?

– Doce de figo

– Amigo oculto na escola

– “Você jura que não existe Papai Noel?”

– Sapatinho na árvore de Natal

– Simone, nas Lojas Americanas

– Foto com o papai noel, antes do “jura que não existe?”

– Meu tio, que pediu uma bicicleta e ganhou um suspensório. Cortou relações com o bom velhinho:”Papai Noel puxa-saco de gente rica”

– Novena de Natal

– Rabanadas

– Receber cartão de natal de verdade e não virtual

– Pisca-pisca

– Baltazar, Melquior e Gaspar (será que acertei?)

– Caixa de uva

– Especial do Roberto Carlos

– “Hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou”

– Missa do Galo

– “Noite feliz, noite feliz, oh Senhor, Deus de amor…”Image

Contramão

Já escrevi sobre maternidade, mas meu filhote cresceu. Já escrevi sobre culinária, mas ando distante da cozinha. Os blogs foram minguando, mas aumentou em mim a vontade de escrever pra serenar meu coração. Na contramão, é assim que me sinto muitas vezes, em alguns momentos pequenina, em outros, gigante. Mas, no fundo, com a mesma motivação de antes: registrar as memórias de mãe, mulher e menina. Algumas histórias escritas com letras bordadas, outras com garranchos, em letras miúdas…