Arquivo mensal: dezembro 2015

Beagá: um caso de amor

Nem tão grande que assuste, nem não tão pequena quanto um ovo. Onde se escondem os tipos mais desconfiados do universo, mas também os mais leais. Se o belo-horizontino pudesse pedir ao gênio da lâmpada três desejos, ele não escolheria dois queijos e uma linda mulher…já pulamos essa etapa, ele pediria logo os três queijos porque, afinal, não existe nada melhor do que queijo e o mais saboroso quitute derivado dele… E é aqui que se come o melhor pão de queijo da face da terra! Foi Belóris que me recebeu quando vim do interior e não senti o baque porque quase todo mundo daqui também chegou de algum canto de Minas. Foi aqui que formei, foi aqui que casei, que separei, que casei de novo…na capital mineira nasceu meu filho. Em BH, fiz meus melhores amigos. Não existe corrida pra mim sem a Lagoa da Pampulha como inspiração, não existe clássico sem o Mineirão, não existe praça mais linda do que a da Liberdade. A gente inventa qualquer desculpa pra bater perna na feira de artesanato da Afonso Pena e temos uma fidelidade inabalável no BH Shopping. O belo-horizontino sabe todo o repertório do Clube da Esquina e pra gente o Lô Borges não vai envelhecer nunca. Sonhamos em dançar maravilhosamente como os bailarinos do Grupo Corpo e todos nós achamos que temos uma quedinha pelo teatro, afinal, o Grupo Galpão nasceu aqui não por acaso.Agora caímos de amores pelo samba e todo mundo da capital mineira tem um bloco de carnaval para chamar de seu e dizer pra amiga, põe uma fantasia e “então, brilha”. Diz a lenda que somos muito contidos porque as montanhas nos cercam, mas fazer um belo-horizontino trocar as nossas serras por outro lugar é uma peleja. Só a gente fala “lonjura” (longe, distante), “alpendre” (varanda), “passeio”(calçada) e pergunta, “esse ons passa na Savassi?”, mesmo que você não esteja indo pra Savassi, a Savassi é um amor, afinal de contas. Quando um belo-horizontino quer entabular uma conversa, ele usa o indefectível “então…”. É o nosso preâmbulo, se o papo começa assim, bhprepare porque já vem um “trem” danado. Somos mansos como só, mas qualquer um de BH dá um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair dela.  Pra essa centenária cidade, tão gostosa de se viver, o meu muito obrigada, Beagá, você é boa demais da conta!!!

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