Janis Joplin: pequenina e gigante

Assistir a Janis Joplin na sala escura, na telona, é conhecer os dilemas da cantora em alta voltagem. O documentário é linear, apresenta a trajetória da artista desde antes da fama até o desfecho trágico, embora anunciado.

Apesar de a fita se desenrolar em ordem cronológica, eu, espectadora, fiquei os cento e vinte minutos alimentando a ilusão de que sua história pudesse dar uma reviravolta e Janis Joplin optasse por voltar no tempo e não sucumbir à última viagem ao mundo das drogas, a que a levou pra eternidade.

Não raro, fazemos essa torcida inútil pelos grandes artistas. Assistimos atônitos à partida de grandes nomes como Amy Whinehouse, estrela internacional, e também dos brazucas, Elis Regina, Cazuza e Cássia Eller.

Todos eles, assim como Janis Joplin, com um grande dilema diante da fama. O paradoxo de ter milhares de fãs como seguidores e a solidão de voltar pra casa sozinho.

Todos pagando um alto preço por não se enquadrarem nos padrões: gigantes nos palcos e pequeninos entre quatro paredes. Artistas vagando no labirinto da Alice no País da Solidão.

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