Patty & Nanda

Minha prima Patrícia faz aniversário hoje. E, quando chega 28 de fevereiro, sempre lembro da gente em aventuras dessas que só são possíveis compartilhar em parceria, com alguém muito próximo, muito chegada e companheira!

Muitas vezes, encontramos esse amigo-de-fé-irmão-camarada no meio dos primos. São com eles que, normalmente, dividimos a infância, a adolescência e a juventude. Na fase adulta, já não é a mesma coisa. As contingências da vida fazem cada um tomar um rumo. Encontramos menos, nos divertimos menos, somos mais caretas, atolados em responsabilidades e a convivência é menos frequente.

Mas nas primeiras décadas de vida, não. As viagens mais gostosas, as festinhas mais interessantes, os passeios mais divertidos, as primeiras transgressões sempre têm um primo como cúmplice. Com a Patty foi assim. Éramos unha-e-carne nas brincadeiras de casinha – sempre vizinhas de porta, e belas, recatadas e do lar… Também éramos parceiras nas nossas fantasias de professoras, muito dedicadas aos nossos alunos e empenhadas em mudar a educação do país.

Quando viramos mocinhas, formamos um trio da pesada, com o reforço da minha irmã Alexandra, que não curtia brincadeiras de criança e só chegou ao grupo depois. Fomos a muitas festinhas juntas, a muitos festivais de música, a muitos shows…Mas, passado um tempo, eu sobrei porque Alexandra e Patty eram mais prafrentex e começaram os namoricos. Eu era mais pateta e fiquei pra trás.

Depois, esse descompasso desapareceu. Alexandra tomou a dianteira e eu e Patty voltamos a ser unha-e-carne novamente. Fui madrinha de seu casamento civil, uma cerimônia em que só há um par de testemunhas, o que me encheu de alegria!

Mas o fato mais emblemático de todos esses anos em que andamos uma ao lado da outra  foi a Patty ter sido co-pilota em minha estreia com habilitação de motorista. Foi essa prima corajosa que me acompanhou ao Detran quando minha carteira tinha acabado de sair do forno. Obviamente, foi uma viagem de terror, pois eu era uma motorista inexperiente e dirigia mal pra caramba.

Ainda assim fomos juntas avenida Amazonas afora, enfrentando os busões, as buzinas, a poluição e toda a ira daqueles que estão se lixando pra quem encara o trânsito de uma cidade grande pela primeira vez…Pouco nos importou. Naquele trajeto, sentíamos uma confiança inabalável, que só temos quando estamos ao lado de uma companheirona. No melhor estilo nada poderá nos deter, naquela viagem ritual de passagem, fomos parceiras como nunca, curtimos um enredo cinematográfico e vivemos nosso momento Thelma & Louise!

thelma e louise

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