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De lama e de luta

O carnaval de BH é pra cair na lama, mas também na luta. São muitos as bandeiras bacanas levantadas pelos blocos. Mas vou citar só cinco delas, que merecem registro e aplausos:

  • O Bloco Bruta Flor saiu na frente e já mostrou a que veio. Desfilou no último domingo de janeiro, falando de feminismo, sororidade e empoderamento.
  • O Então Brilha, que desfila nas imediações da Guaicurus, região onde trabalham prostitutas, vai ter uma ala só para essas profissionais. Mais do que merecido dar visibilidade a essas trabalhadoras tão excluídas, afinal, como diz o poema do russo Maiakóvski, que inspira o bloco, “gente é pra brilhar” .
  •  O Alô Abacaxi também dará visibilidade a outro grupo marginalizado, os  LGBTIQA. Por isso, escolheu como local de cortejo, o Barro Preto, nos arredores da Praça Raul Soares, por considerar a região como símbolo de ocupação e de resistência da classe. Na página, está explicado que os abacaxis querem mostrar que se trata de um”cenário de ocupação da cidade, não só como ponto de lazer”, mas, principalmente, problematizar “as questões sociais envolvidas, como a prostituição, o tráfico de drogas, a violência urbana, a resistência das minorias frente ao preconceito, ao julgamento da sociedade, à discriminação”.
  • O Todo Mundo Cabe no Mundo já nasceu de luta. Desde o início tem o propósito de ser inclusivo, abrindo os braços para a diversidade e acolhendo os cadeirantes, os portadores de síndrome e de necessidades especiais. Bola super dentro, porque outros blocos seguiram o exemplo e também já colocam alas inclusivas em seus cortejos, como contou direitinho a Patrícia Cassesse nesta matéria.
  • E cabe também luta pro carnaval sair do miolo. Um dos que puxou o bloco pra descentralização da folia foi o Du Pente, que organizou, contagiou e vai fazer acontecer o carnaval do Barreiro. U-hu!

 

bruta flor

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