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Portugal: dia 8

Útimo dia da viagem. Passei a manhã na Universidade do Porto, no seminário que motivou a ida a Portugal. A Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação tem uma biblioteca super aconchegante e perdi a primeira meia-hora do seminário porque fiquei curtindo aquele pedacinho do paraíso. Depois, debates e a apresentação do meu artigo.

A tarde foi de despedida, de comprar os últimos presentinhos, de almoçar o derradeiro banquete, de saborear o ultimo vinho e de encerrar a farra com o indefectível pastel de nata.

Vastas emoções: curtir o rio Douro visto do outro lado da Ribeira, em Gaia, também é lindo. Sempre necessário perceber o mundo sob um outro ponto de vista.

Até outro dia, gostava de dizer que não via sentido em visitar um lugar mais de uma vez – aquele senso utilitario que nos engana e nos envolve com a ideia de que o mundo é grande e não se pode perder tempo repetindo passeios.

Mas,felizmente, sempre há um Saramago pra te fazer pensar diferente. O escritor diz algo assim: é bom voltar e perceber um lugar com outros olhos – ver uma cidade de dia, quando já se viu de noite, visitá-la no verão, ao invés do inverno, perceber uma pedra pra qual não se tinha atentado…

Até uma próxima, Portugal!

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Portugal: dia 7

O domingo passamos em Braga e Guimarães. O passeio começou eletrizante porque, contrariando a tradição, as mineiras perderam o trem! Nada que uma horinha na linda estação de Campanhã não resolva. E assim fizemos e tudo resolvido, embora tenhamos ficado com a reputação arranhada com esse episódio: perder trem é inconcebível pra quem nasceu nas Minas Gerais!

Vastas emoçoes: o atendente da estação ficou inconformado com o fato de termos perdido o “comboio”, bem teatral, ele quase chorou diante de nós

Guimarães é reconhecida como o local de fundação de Portugal, a 24 de junho, dia do meu nascimento. Por isso celembram o São João no país.

Minha avó materna era Cremilda Guimarães, então, quis acreditar que minhas raízes estão de alguma forma ligadas a essa simpática cidadezinha!

 

Portugal: dia 6

Início do fim da viagem. Dia de curtir o Porto vagarosamente. Começamos pelo Mercado do Bolhão, passeamos de elétrico pelo rio Douro e terminamos o dia no Café Majestic, de 1921.

Vastas emoções: o Majestic é celebrado pelos portenhos como o segundo café mais bonito do mundo. Lembra a Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro.

Sabores: tapa no Mercado do Bolhão, comi sardinhas e degustei vinho do Porto, afinal, estou em Porto!

Momento majestoso: reportagem de 1923 destacava a suntosidade do Café Majestic para a sociedade portenha

Portugal: dia 5

Hoje foi dia de curtir o cais do Porto. Navegamos pelo rio Douro, almoçamos às margens dele e depois subimos as vielas da cidade.

Vastas emoções: os becos e as vielas lembraram Ouro Preto, assim como as hordas de turistas fazendo conexões com passado e presente.

Dizeres: “sítio” quer dizer local. Então, pode ser bairro, cidade, rua e todas as outras variações.

Sabores: bacalhau com broa de milho, do Restaurante Abadia do Porto. O que dizer desse prato, recomendado pelo meu amigo português, Pedro Rui?  Não posso dizer nada, porque ainda estou catatônica: é divino!

Portugal: dia 4

Hora de despedir de Lisboa e rumar para o Porto, de trem. Já tinha uma expectativa grande, mas aumentou minha vontade de chegar aqui, quando soube que São João, santo do dia do meu nascimento, é o padroeiro da cidade. Já virei amiga de infância do Porto, que se ergueu às margens do rio Douro.

Um trabalho de última hora me impediu de curtir intensamente o primeiro dia aqui, mas a partir de hoje vou recuperar as horas perdidas!

Sabores: francesinha, um prato típico de Porto. Um super sanduíche – recheado de queijo, presunto, salsicha, acompanhado de ovo, se o freguês preferir -, de comer ajoelhado!

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A bola rolou: chegamos no dia da partida Portugal x Polônia, pela Eurocopa. A vitoria do Portogallo veio suada, nos pênaltis, e foi uma festa!

 

Portugal: dia 3

Hoje fomos de A a Z, um dia de passeios bem variados

Pontos turísticos: bairro da Alfama, Castelo de Sao Jorge, Fatima e Obidos.

Sabores:ginja, licor  tipico de Obidos, feito a partir de uma fruta similar à cereja, e paella do Solar dos presuntos.

Autores: Jose Saramago, um sonho antigo. Há quatro anos, voltei de Lisboa frustrada por não ter podido visitar o memorial que homenageia a vida e a obra do escritor. Dessa vez, me realizei e foi uma emoção ímpar!

Portugal: dia 2

Dia de conhecer os arredores de Lisboa. Contamos com o auxílio luxuoso do guia Antonio, que nos apresentou os mais bacanas recônditos das cercanias da capital portuguesa.

Pontos turísticos: torre de Belém, monumento do descobrimento, mosteiro dos Jerônimos, Sintra e Cascais

Sabores: pastel de Belém na mais antiga pastelaria de Lisboa, sardinhas na brasa, e travesseiros, doce típico portugues, também em Sintra

Autores: Luís de Camões, Os Lusíadas

Dizeres: em alguns momentos, o vocabulário é bem estranho aos nossos ouvidos, embora tenhamos a mesma língua. Onibus é autocarro, celular é telemóvel, condicionador de cabelos é amaciador, nota fiscal é faturinha.

Pequeninho e gigante, Portugal chegou, pro bem e pro mal, em varios pontos do mundo, incluindo a America do Sul e a Africa.

Enquanto se comenta um ato terrorista hoje, na Turquia, Portugal se orgulha de ser um dos cinco países mais pacíficos do mundo!

 

Portugal: dia 1

Trouxe pequenas memórias de uma passagem relâmpago por Lisboa. Quero voltar com a bagagem renovada.

Como somos três irmãs,temos poucos dias e inexperiência em viagens além-mar, apostamos nos cartoes-postais da cidade. E, ao fim do primeiro dia, digo que estou completamente perdida de amores por Lisboa!

A terrinha em versos: Luis de Camoes, Cesario Verde, Mario de Sá-Carneiro, Florbela Espanca e Fernando Pessoa

Lisboa em imagens e sabores: parque Eduardo VII, Rossio, Chiado, elevador Santa Justa, pasteis de nata, Garret 47